sábado, 25 de julho de 2009

Vagando por Sampa


Saí de férias no último dia 16 e porquanto falta-me grana para ir ao Japão ou Europa, vim bater perna em São Paulo, capital. Cheguei aqui vindo do Rio pelas asas da Azul, a mais nova companhia aérea do Brasil, creio. O serviço de bordo deles é bom e voar no Embraer 190/195, o mais recente e maior jato comercial fabricado no Brasil, é agradável e confortável. Porém aquilo de que não gostei mesmo foi haverem nos deixado em Campinas, a quase 100km do centro de São Paulo, e depois termos de esperar uma hora e meia para que saísse um ônibus, fretado pela Azul, que nos deixou no terminal rodoviário da Barra Funda, após mais de uma hora rodando pela estrada. Definitivamente não é a melhor companhia aérea para quem está com pressa.


Estou hospedado num hotel no bairro da Liberdade bem próximo ao centro. É justamente aqui na Liberdade o melhor lugar em todo o Brasil para se sentir um arzinho do Japão... embora haja cada vez mais chineses e coreanos por aqui.



Para o turista, o maior atrativo da Liberdade são suas lojas onde se pode encontrar enorme variedade de bibelôs, utensílios, alimentos e gadgets orientais, muitos deles de origem japonesa de fato. Há que se mencionar também os diversos restaurantes onde se pode provar legítima culinária japonesa, chinesa, coreana e sabe-se lá que outras mais. Desde que assisti ao filme Tampopo, tenho vontade de provar um legítimo lamen e, embora eu já tenha passado por aqui cinco vezes antes, ainda não tivera a oportunidade de fazê-lo até agora. O lamen é um prato simples: macarrão, duas fatias pequenas de carne de porco, uma rodela de naruto (pasta de peixe), um ovo de codorna, brócolis e cebolinha picados, tudo isto cozido e boiando em quase um litro de caldo ralo dentro de uma tigela grande. Estes são os ingredientes de um lamen tradicional pois existe uma infinidade de variações com inúmeros ingredientes mais.



Até que gostei do lamen, mas não a ponto de beber todo o caldo, que é a prova de que realmente se gostou do prato_ era muita água pra eu beber. E citando uma personagem do filme Tampopo: "Este lamen já possui um corpo, mas ainda lhe falta uma alma." =) O que não me caiu bem foi uma dose de saquê que pedi para acompanhar a refeição, eu entendi que custava dois reais quando perguntei sobre o preço, mas na verdade custava doze! =/

Para o otaku, a Liberdade é o único lugar no país em que podemos encontrar razoável quantidade e variedade das goodies que tanto nos agradam. Pra começar existem aqui duas livrarias especializadas em livros e revistas japonesas, a Casa Sol e a Fonomag, onde estão à mostra muitos mangás, artbooks e revistas tais como a Shonen Jump, Margaret, New Type, Hobby Japan, Replicant, Figure Maniacs, etc.



Existe também um punhado de lojas espalhadas por algumas galerias ao longo da rua Galvão Bueno, a principal do Bairro da Liberdade, onde se oferecem aos ávidos otakus um sortimento de figures, trading figures e gashapons. Os preços quase sempre são ridiculamente altos. Por exemplo, as Sega Premium Figures de Haruhi, EVA, One Piece e Dragonball, cujo preço em lojas on-line gira em torno dos 15USD, aqui custam de R$120 a R$150, quase cinco vezes mais que o preço original! =(

Gashapons custam por volta dos R$25 e trading figures podem custar até R$100 a depender do tamanho e qualidade. Revoltechs e figmas custam de R$110 a R$160. As figures de maior categoria, de fabricantes tais como Alter e Max Factory, são muito raras por aqui e seu preço também é absurdamente inflacionado. Eu achei uma Haruhi Extravaganza/Gekisou Ver. sendo vendida por R$380 (uns 80USD originalmente) e sua caixa ainda por cima estava toda amassada :P



Os preços absurdos não são garantia que você não vai levar gato por lebre. A Haruhi na vitrine da foto àcima, com preço de R$110, é falsa. Quase todas as figures da coleção BOME da Kaiyodo que vi por aqui eram falsas também. A situação é pior no que se refere aos gashapons e trading figures, muitos deles provavelmente são igualmente falsos, em especial os de Naruto e Bleach, os sucessos do momento. Levando em conta esses dados, é obvio que não comprei um gashapon sequer =/




Quinta-feira à tarde começou a chuver aqui em São Paulo. Hoje, sexta-feira, chuveu o dia todo e a temperatura despencou, mas como não faz sentido ficar o dia todo no hotel, eu e Utena nos aventuramos numa visita ao Museu do Ipiranga o qual não conheciamos. Fomos de metrô, o metrô de São Paulo é de primeiro mundo. Os trens vêm constantemente, são limpos e bem cuidados, assim como as estações. Não entendo por que há tantos engarrafamentos se é possível cruzar a cidade de norte a sul e de leste a oeste de metrô ou trem =P




O museu, o parque que o cerca e seus arredores são muito bonitos e eu poderia tirar fotos esplêndidas num dia ensolarado mas este tempo chuvoso me frustrou. O acervo do museu é bem grande e interessante, mas não se podia tirar fotos lá dentro infelizmente. Amanhã, sábado, pretendemos ir ao Expo Fun já que não chegamos a tempo de comparecer ao Anime Friends.



Este gatão pode ser encontrado à porta de alguns dos principais restaurantes da Galvão Bueno, por cada foto ele pede um naco de tempurá ou takoyaki e um cafuné =)

4 comentários:

rihoeshido disse...

Olá! Eu sou a Adriana, acompanho o blog do ShoujoFan já faz um tempinho mas nunca comentei por lá porque não tinha nada de muito construtivo a falar, mas já que estão aqui em sp, posso dar algumas dicas ou tirar algumas dúvidas.
Vc foi comer lamen no Asuka na Galvão Bueno? Tem uma outra lamenria do lado do karaoke PorqueSim que tem muito mais ingredientes além do macarrão. É mais caro, mas não tem nem comparação, vale a pena!
E em relação ao metrô de sp, nos horários de rush, ele não dá conta da quantidade de pessoas. Ele é ótimo para se locomover para fugir do trânsito, mas apenas em horários que não são "de pico". Experimente pegar metrô perto das 8 da manhã ou das 18h da tarde. Nem precisa andar, vc vai carregado pela multidão.
Espero que tenha ajudado, qualquer coisa podem perguntar ok?
E continuem com o ótimo trabalho no blog de vcs, eu adoro!
Abraços
Adriana

Kamugin disse...

Oi, Adriana!
Obrigado pela dica, mas infelizmente vai ficar para próxima, estamos partindo hoje, domingo.
Metrô ou trem cheio na hora do rush é coisa normal nas grandes cidades, já passei pela experiência algumas vezes, mesmo aqui em Sampa=P
Eu e a Valéria somos gratos pelo seu apoio e incentivo=)

jfhiga disse...

Oi Kamugin!

Vi um comentário seu no myfigurecollection.net em que vc disse que já viu uma Saber Lily fake!

Eu comprei uma e recebi hoje, mas acredito que seja.

Não abri ainda, mas pelos adesivos (lacre), parece que já haviam sido abertos.

Vc poderia me dar umas dicas de como diferenciar a fake da original? (ainda há tempo de devolver, pois comprei no ebay).

Agradeço antecipadamente.

Jean (jfhiga@hotmail.com)

Kamugin disse...

Diferenciar figures falsas das originais é coisa que se aprende depois de haver visto muitas figures.

Os principais pontos a se notar é a qualidade da pintura, do acabamento e do material. O preço também costuma denunciar se uma figure é falsa caso esteja muito abaixo do preço original, mas isto nem sempre é válido pois algumas lojas fazem queimas de estoque com descontos de até 80% para figures encalhadas.

No caso da Saber Lily você deve olhar a qualidade da pintura, a presença de rebarbas e se o papel da caixa é fino e mal impresso. Dê uma olhada nas fotos do review do foo-bar-baz e compare com a que você recebeu, a caixa ter sido aberta não siginifica que é falsa, o vendedor por ter aberto para retirar o jogo de PS2 que vem com a figma caso você não tenha comprado os dois juntos. Eis o link do foo-bar-baz www.foobarbaz.jp/figure/review2008/s_capcom_figma_saber_lily/